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O que o Google ensina sobre gestão de pessoas?

O mundo mudou, as inovações tecnológicas e a conectividade constante permitem novas oportunidades de entretenimento e produtividade que não eram imaginadas há poucos anos. Trabalho remoto é cada vez mais comum, e funcionários buscam empregos que proporcionem satisfação e realização com qualidade de vida, prioridades que ficaram acima de grandes salários.

Em um mercado moderno onde o modelo tradicional de trabalho é sempre questionado, empresas buscam formas de mudar seu comportamento para se adequarem a estas novas realidades. Essa mudança na gestão de pessoas se torna mais fácil quando o negócio está começando – o que gera a famosa cultura de startup que hoje é tão almejada – mas poucas empresas conseguem manter esse tipo de ideologia quando se tornam gigantes como a empresa Google.

Nesse post vamos falar sobre o case da cultura de gestão de pessoas na Google e como algumas iniciativas simples podem melhorar a relação da empresa com empregados.

“Criar o lugar de trabalho mais feliz e produtivo do mundo”

Essa é a definição de um dos objetivo da empresa, dita por Jordan Newman quando era responsável pelas relações públicas e gestão de pessoas na Google. A ideia da empresa não é competir com outras gigantes da tecnologia, e sim entender as necessidades dos colaboradores e fazer de tudo para que a experiência de trabalho seja atraente para futuros funcionários e agrade verdadeiramente os que já trabalham lá. 

Desde a lendária política do “20% de tempo” que os empregados têm livre para investir em projetos pessoais, até recompensas, como uma licença maternidade que dá benefícios que a lei dos Estados Unidos se recusa a regular, a Google usa criatividade para encontrar soluções que deixem seus funcionários confortáveis e façam com que qualquer outra empresa que ofereça salários astronômicos fique para trás na gestão de pessoas.

Benefícios que geram interesse

A lição de gestão de pessoas que a Google dá é que alguns benefícios únicos podem valer muito mais do que uma remuneração alta, e que não é difícil buscar formas de implantá-las em diferentes empresas. A lista oferecida pela gigante de tecnologia pode ser bem extensa, mas com alguns itens básicos ela já faz com que uma oportunidade de trabalho seja mais interessante:

  • Licença maternidade de até 18 semanas, paga;
  • Reembolso de até 5.000 dólares em gastos legais;
  • Auxílio financeiro para adoção de crianças;
  • Médicos disponíveis na empresa;
  • Creche interna;
  • Academia grátis dentro do complexo Google;
  • Refeições gratuitas preparadas por chefs gourmet;
  • Lavanderia para funcionários;
  • Serviços de mecânica e lavagem de carros e bicicletas;
  • Serviços de massagem e cabeleireiros. 

Esses são apenas alguns benefícios que outras empresas dificilmente conseguem oferecer, e fazem com que profissionais fiquem mais satisfeitos no trabalho. A licença maternidade, por exemplo, vai muito além da política dos EUA, onde as mulheres só tem direito a 12 semanas não remuneradas depois do nascimento do filho. Com essas políticas simples a Google dá poder aos funcionários e faz com que eles não tenham que se preocupar com tarefas que tomam tempo e causam preocupação, fazendo com que a equipe tenha tranquilidade para focar em projetos complexos sem sobrecarregar outros aspectos da vida. Algumas dessas iniciativas – como contratar um chef gourmet – podem parecer excessivas e estão focadas em fazer com que os funcionários deem a vida pela empresa, mas outras, como a licença maternidade mais vantajosa e o auxílio em gastos legais, podem ser aplicadas mais facilmente e acabam sendo um grande diferencial na retenção de colaboradores.

Liberdade no trabalho

Liberdade no trabalho não é só deixar seus funcionários trabalharem de casa uma vez ou outra, mas sim ter completa confiança de que eles vão entregar um trabalho de qualidade sem que seja necessário cobrar resultados constantes. Isso é o que a empresa prega e aplica no seu modelo de gestão de pessoas. Funcionários da empresa podem manejar o tempo da maneira que acharem melhor, podendo fazer pausas para ir à academia ou até relaxar um pouco para produzir com qualidade. 

A famosa política dos 20%, que citamos antes, também é um exemplo de liberdade. Os funcionários têm um dia por semana completamente livre para que possam investir em projetos pessoais. Isso pode envolver criações artísticas, desenvolvimento de ideias de software, ou um tempo para dormir. Contrariando a crença de que essa política afetaria a produtividade, os resultados não precisam de muito para convencer: projetos como AdSense, Gmail, Google News e até mesmo o Orkut foram criados por empregados durante esse tempo livre, e depois comprados pela empresa.

Essa liberdade no trabalho pode ser implantada com medidas simples em empresas tradicionais: mais confiança nos funcionários, abertura da gestão para novas sugestões, e menos cobranças constantes são apenas o começo. A lição que a Google deixa é que colaboradores que não têm seu ambiente de trabalho estritamente controlado, como visitas recorrentes do gestor perguntando sobre o projeto ou redes sociais bloqueadas, podem ser muito mais produtivos.

A Google escuta

A maior lição que o case da Google deixa para melhorar a gestão de pessoas é simples: escutar. A empresa deixa diversos canais abertos para que funcionários possam fazer perguntas e dar sugestões, e inclusive trabalham com a própria rede social e serviço de conversas – o Google+ e o Hangouts – para facilitar a comunicação. Todas as semanas a Google realiza um fórum de colaboradores, onde as 20 principais questões que surgiram naquele período são discutidas e soluções são sugeridas.

Nas relações de trabalho também existe conversa: a empresa faz uma pesquisa periódica com os funcionários para avaliar os gerentes de projetos. Os melhores são recompensados e tratados como professores e modelos para os demais, que recebem apoio e treinamento constante para conseguir melhorar.

Essas lições podem ser usadas para melhorar o ambiente de trabalho e gestão de pessoas em muitos negócios. Embora alguns benefícios sejam difíceis de atender, outros só pedem uma reforma na cultura da empresa para que possam melhorar a qualidade de vida e do trabalho de seus funcionários.

Você já aplica alguma dessas práticas na sua empresa? Compartilhe sua experiência nos comentários.

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